16 de novembro de 2017

Cansaço de mãe

Tinha um post para vos falar do fim de semana caótico que tive. Depois não me apeteceu escrever e pensei em falar da falta de apetite da Inês e frequentes queixas de barriga, que requerem muita paciência (e a ver se o xarope para as cólicas que o pediatra receitou resultam.......). Mas o que realmente tem mexido comigo ultimamente é o cansaço.
A vida corre muito rápido e parece que tenho sempre uma ampulheta à minha frente, a lembrar-me que tenho tudo a andar a toque de caixa e nada pode falhar. As rotinas, tão necessárias em nossa casa, chegam a um ponto que parece que dão cabo de mim! Trabalho, tarefas domésticas, começar a sonhar com o Natal, pensar em coisas giras para fazer com os miúdos......há sempre um turbilhão de pensamentos na minha cabeça e de sentimentos no meu coração.
E quando um dos miúdos fica em baixo e não sabemos o que se passa......as noites já não são as mesmas...... as birras aumentam.......e tudo parece que se vai desmoronar à minha volta. Estou mesmo cansada, bolas! E como detesto sentir-me assim, sem energia!
Vale-me a família, que tanto apoio me tem dado, em muitas vertentes. Para além de estarem sempre disponíveis para ajudar, têm sempre uma palavra de conforto, daquelas em que me sinto novamente no colo dos meus pais. Protegida e com um novo alento.
E também me tem ajudado as amigas, que têm sempre ali um carinho para dar esperança, para nos lembrar que depois da tempestade vem a bonança.
É nestas fases em que os dias "normais", em que os miúdos estão bem de saúde e estamos dentro da rotina, nos parecem os melhores do mundo (mesmo que na altura nos pareçam uma seca desgraçada....sempre a fazer a mesma coisa.....).
Se alguém por aí está como eu, não desistam. Pensamento positivo que tudo vai melhorar. Os dias bons vão voltar! O cansaço vai embora e a boa energia regressa para nos trazer muitos momentos de pura felicidade. Rodeiem-se de pessoas felizes! Não as percam de vista. E já não será felicidade estarmos com quem gostamos e podermos contar com eles em todos os momentos?! :)


2 de novembro de 2017

Os dois, em Amarante

Já andava a sonhar com um fim de semana a dois há imenso tempo. Vai-se adiando por isto ou por aquilo e o tempo lá foi passando. Confesso que as primeiras horas são de pura liberdade (lol), depois ao anoitecer vem a saudade do cheirinho dos meus filhos.....até que no dia seguinte é um misto de saudade e de muita paz!
Desta vez reservei uma noite em Amarante. Fica pertinho de casa e assim não perdemos tempo em grandes viagens. Distraí-me na marcação (faço quase sempre pelo Booking) e, a dois dias do check-in, reparei que tinha marcado entrada a uma sexta-feira e saída a um sábado....ups! Como não houve hipótese de alteração, tirámos meio dia de férias para aproveitar melhor a sexta-feira (e agradecemos aos avós que estão sempre disponíveis).
A viagem foi super rápida e fomos diretos para o hotel. O tempo estava quente para a altura do ano e aproveitámos logo a zona da piscina. Ou melhor, o jardim....pois a água da piscina estava bemmmmm gelada. Estar ali a apanhar o quentinho do sol e a conversar soube maravilhas. Quando começou a ficar mais fresco, fomos um pouco até à piscina interior e spa, de onde o meu marido diz que saiu como novo!!!!
Fomos até ao centro de Amarante para jantar e fiquei surpreendida com a vida da cidade. Está tudo mais arranjado e havia imensa gente a passear pelas ruas. As confeitarias cheias de doces maravilhosos também estavam abertas.......lá tivemos que comer duas sobremesas!!!!!!! Quando chegámos ao hotel aproveitámos para ir beber um copo ao bar e calhou começarmos a jogar damas! Aos anos que eu não jogava. Já passava (e muito!) a hora normal de nos deitarmos, mas a diversão era tanta à volta de quem ganhava e perdia que ficámos ali horas!
No dia seguinte, após o peque-almoço, aproveitámos para passear um bocadinho pela quinta. Sem horas, nem percursos. Só andar, apreciar e conversar.
Sempre que tirámos umas horas/dias a dois, ficamos ainda mais convencidos que estes momentos são muito importantes para o casal!


28 de setembro de 2017

O sono dos meus filhos

Ando há meses para escrever sobre este tema. É apenas a minha experiência, com os meus dois filhos. Provavelmente, este post vai ser extenso, mas o meu objetivo é comprovar como é possível ensinar uma criança a adormecer sozinha e a dormir a noite toda. E que esse bem estar da criança é, sem dúvida, um bem estar para o resto da família. No nosso caso foi assim!

Quando o Vicente nasceu, éramos pais de primeira viagem e tentávamos perceber o que estava correto e incorreto, o que devíamos ouvir daqui e dali e como sabíamos atuar com o nosso instinto. Relativamente ao sono, fomos deixando rolar, até percebermos que praticávamos o co-sleeping. Estávamos tão cansados de noites mal dormidas, que chegámos à conclusão que dormir com o bebé na nossa cama era a única forma de conseguirmos descansar.
Com o Vicente a crescer e a ficar menos espaço na nossa cama, tentei procurar alguma estratégia que nos ajudasse. Descobri o livro da Filipa Sommerfeldt Fernandes: "10 Dias para Ensinar o seu Filho a Dormir" e não perdi muito tempo a devorá-lo. É de leitura muito fácil e a abordagem que a Filipa tem para com este tema do sono pareceu-me muito equilibrada e exatamente aquilo que eu procurava. Devo ter lido umas duas vezes, mas sem nunca aplicar o que no livro é referido. O Vicente entrou para a creche, depois adoeceu, depois fez o desfralde, depois eu fiquei grávida (e andava tão cansada que não tinha vontade de começar a ensiná-lo a dormir...), depois a Inês nasceu......e tudo isto foi passando e eu adiando.....!

Com a Inês foi diferente. Já tinha lido e relido o livro mais umas vezes e estava segura daquilo que era necessário fazer. Estava tudo a correr muito bem, até que a Inês começou a adormecer muito facilmente ao colo e dormia a noite toda. Pensei: "Se dorme a noite toda e adormece bem assim, nem vou mexer mais nesta estratégia". Mas perto do seu primeiro aniversário, as coisas começaram a ficar mais complicadas. Era uma saga para adormecê-la e as noites eram péssimas. Lembro-me perfeitamente de estar a adormecê-la durante mais de uma hora e só me apetecer chorar. Estava exausta. Doíam-me os braços, as costas e já sabia que a noite só ia "melhorar" quando a deitasse na minha cama.....e onde o Vicente também já estava. Não cabíamos todos. Foi nesta noite que decidi que do dia seguinte não passava. Assim que ela adormeceu, devorei novamente o livro da Filipa, sobretudo no capítulo que explicava o que se devia fazer no primeiro dia. Como a parte da rotina definida e de deitar cedo já estava implementada desde que a Inês nasceu, só tinha que me preocupar com "o que fazer quando chegar o momento de a deitar na cama". 
Confesso que ao jantar, antes de começar mais uma vez a rotina, apeteceu-me desistir. Estava tão cansada que aquela euforia e vontade do dia anterior pareciam ter desaparecido. Ganhei coragem e lá fui eu com a Inês para o quarto. Segui à risca o que dizia no livro e 6 a 7 noites depois, a Inês adormecia sozinha e dormia a noite toda (no mínimo, 11h seguidas).
Eu não queria acreditar. Beliscava-me todos os dias após deitá-la e entrar no meu quarto. Como era possível, assim de repente, deitar a Inês na cama de grades, dizer "Dorme bem", dar-lhe a Margarida (um peluche que ela gosta muito) e sair?!?!?!?!?! Ela não chamava, ela não chorava, às vezes até ficava a palrar uns minutos e depois adormecia. E dormia muito bem! Dava por mim a entrar no meu quarto às 20.30. E ainda parecia tão cedo, não fosse ter que adormecer o Vicente e levá-lo para a cama dele. 
Passaram 6 meses assim....e eu sempre sem acreditar como era possível ser assim tão fácil adormecer e dormir tão bem, como há muito não acontecia. Sentia-me leve e a hora de ir dormir era um momento agradável.

Quem me segue há mais tempo, já se deve ter apercebido que eu dedico uma semana do ano ao meu desporto do coração, o andebol. Eu e mais umas amigas costumamos formar uma equipa e participar num torneio, que se realiza durante uma semana e onde temos jogos à noite. Esse torneio chegou, faltava uma semana para a Inês completar 2 anos. E como estava tudo tão pacífico relativamente ao sono dela.....achei que não havia problema nenhum. Mas, havia uma variável que eu não tinha feito como a Filipa diz no seu livro. Era sempre eu que deitava a Inês, pelo que o meu marido não estava habituado a fazê-lo (fez esporadicamente, mas não por rotina).
Expliquei-lhe direitinho os passos que eu dava todas as noites e ele ficou com ela. Correu muito bem na primeira noite...e na segunda....mas depois já não correu tão bem. Sei que na véspera da Inês fazer 2 anos, ao deitá-la na cama, ela chorou muito e não conseguiu adormecer. E no dia seguinte igual...e depois também. 
Esta situação coincidiu com o facto de nos termos comprometido emprestar a cama de grades para outro bebé da família. Como vimos que a Inês não estava a adormecer como o habitual e íamos ter que voltar ao início, decidimos trocá-la também de cama (passou para a cama que era do Vicente). Não sei se foi muito arriscado. Não sei se foi boa ou má decisão. 
Voltei ao livro da Filipa...... onde era aconselhado não aplicar o método em várias situações, uma delas....se fôssemos de férias. Faltavam duas semanas para irmos de férias e decidimos não aplicar nada. Quando regressámos, a Inês entrou para a creche e também adiámos o método para a ensinar a dormir. Neste momento estamos a aguardar que a Inês consolide a sua adaptação para voltar ao livro da Filipa. Sei que não vai ser fácil, pelo que nunca deixei de aplicar algumas dicas do livro. Não a deixo adormecer no meu colo ou comigo a fazer-lhe festas, por exemplo. Ela demora mais a adormecer, mas sempre sozinha e comigo ainda no quarto. De noite, tem acordado uma vez e nunca fica na nossa cama. É só deitá-la e fica até de manhã.

E depois deste texto lonnnnnngo, queria deixar aqui um agradecimento à Filipa Sommerfeldt Fernandes, por ter encontrado uma forma tão equilibrada de nos ajudar a ensinar os nossos filhos a dormir. Agradecer por ter passado os seus ensinamentos para livro e assim ficar mais acessível a qualquer pessoa (já o aconselhei a várias amigas). 
Eu vou voltar a ensinar os meus filhos a dormir (desta vez, o Vicente também. Aliás, o Vicente já adormece sozinho, mas ainda faz visita aos pais a meio da noite) e vamos ser ainda mais felizes, porque uma boa noite de sono também traz felicidade :)


26 de setembro de 2017

A Inês e o seu mau feitio

A Inês é muito querida e carinhosa. Quem a conhece bem sabe que ela adora miminhos, beijinhos, abracinhos e tudo o que termina em "inhos". Mas a Inês também tem um feitio muito próprio e às vezes muito difícil para mim, como mãe. Pode ser dos seus 2 anos (dizem que é a idade das birras). Pode já fazer parte da sua personalidade. Pode ser o seu mau feitio a transbordar por todos os lados. O que é certo é que está a ser muito desafiante (e complicado!) gerir algumas situações. A Inês acha que tudo é dela "meu, é meu". A Inês abusa da boa vontade e paciência do irmão (bate-lhe com brinquedos). A Inês não gosta de ouvir um NÃO.......parte logo para o choro, baba e ranho!
Isto não vai lá com palmadas. Não vai lá com berros. Em desespero foi o que já tentei e acho que ela ainda me faz cara de gozona (mesmo já sem paciência, há momentos que só me apetece rir.....mas não pode ser!). 
Agora estou a testar uma outra estratégia (sim, comigo, a educação dos meus filhos às vezes é testada.....já que eles não têm manual de instruções Estamos a aprender com eles a melhor forma de educar e de sermos pais). Agora há mais berraria em casa, mas estou com esperança que vai passar.....com paciência e MUITO amor. Sempre que a Inês faz alguma coisa que não deve, eu tiro-lhe o brinquedo, explico porque não se deve ter aquela atitude e ela fica sem esse brinquedo durante o resto do dia....ou talvez durante alguns dias (depende do que é....). A última vez, pegou numa mala de plástico em forma de urso e decidiu bater com ela nas paredes. Disse para não fazer isso porque era uma atitude feia, que a mala era para colocar objetos e não bater nas paredes. Disse que as paredes iam ficar estragadas e isso não é correto. Ela virou-se com aquele olhar desafiador e atirou a mala contra a parede.......tirei-lhe a mala. Voltei a explicar o porquê da minha atitude e coloquei a mala num local inacessível. Ela chorou, chorou, chorou.....1 minuto! Depois parou e foi brincar com outra coisa. Isto não significa que ela aprendeu a lição à primeira, já que 5 minutos depois estava a fazer outra asneira.....e a ficar sem outro brinquedo. Vamos lá ver quanto tempo eu aguento esta estratégia e se é desta forma que ela vai percebendo o que não deve fazer!!!!!!




19 de setembro de 2017

O último ano do Vicente na pré escola

Este é o último ano do Vicente no pré escolar. Tivemos a sorte da educadora decidir ficar mais um ano (uma vez que pela idade já pode pedir para não lhe atribuírem turma) e assim sabermos que ele fica muito bem entregue. O meu miúdo está tão crescido, que interiorizou muito bem o regresso à escola e o final das férias. Foi tudo super normal e pacífico que nem me lembrei de registar o seu primeiro dia (tirei umas fotos atrapalhadas quando o fui buscar à tarde).
Mas o que realmente importa é que ele se sinta integrado e feliz. Já conhece o espaço, os amigos, a educadora e todo o pessoal que lá trabalha, o que ajuda bastante. Espero que ele guarde muitas e boas recordações desta etapa.

Aproveito o tema do post para dizer que a Inês também lá se vai adaptando. Já não fica a chorar. Quando chega de manhã, atira-se para a educadora ou auxiliar e lá vai ela. Meia tristonha, mas lá vai. Já começou a falar mais e após 15 dias decidiu mostrar o seu outro lado mais traquinas. Desatou a bater na cabeça dos outros meninos com os brinquedos da sala. OMG! Onde será que eu já vi isto?

16 de setembro de 2017

Styling - cosmética

As férias já lá vão, os miúdos já estão na escola (creche + pré-escola) e as rotinas começam a afinar-se. Durante os dias de praia e descanso eu fiquei-me apenas pelo básico e necessário. Assim, durante esse período, usei o protector solar 50+ (muiiiito) para a cara e corpo, creme da cara para a noite (pois de dia usei sempre o protector) e o after sun para o corpo. Nada de base, nada de maquilhagem...tudo natural, pois acho que a pele também precisa de algum descanso.
Mas agora com a volta ao trabalho, começo o meu ritual da manhã - creme, base ou cc cream, concealer, sombra e rímel - e depois o ritual da noite - creme de corpo, limpeza da cara e creme da noite para o rosto e outro para os olhos. No que diz respeito a estes produtos, eu sou muito fiel ao que uso. Muito de vez em quando vou experimentando outras marcas, mas se o resultado não for igual ou superior ao do produto que estava a usar, é logo para riscar da lista e voltar ao habitual. Já tive algumas desilusões, mas também já tive surpresas.
Este ano, no que toca a aquisição de roupa e calçado para mim (porque para os miúdos é impensável guardar coisas de um ano para o outro), estou a ponderar comprar muito pouco. E digo isto, porque já sei que não vou resistir a uma ou outra peça. Mas penso que peças maiores como casacos compridos e botas não serão o meu alvo desta temporada, pois acho que não preciso (e estou a tentar pensar assim para não me deixar ir pelo consumismo). 
Este ano vou virar-me para a cosmética. Quer voltar a usar alguns produtos que deixei de usar e também gostava de experimentar outros que me parecem ótimos. Quero voltar ao concealer da MAC, que acho perfeito para tapar os sinais de noites menos boas. Quero muito a manteiga de manga da Body Shop, que tem um poder de hidratação enorme nas minhas pernas e nunca encontrei nenhum  creme igual. Quero fazer mais vezes esfoliação corporal (coisa que me vou esquecendo) e para isso adoro os cheiros e os resultados dos produtos da Rituals. E depois gostava de experimentar o rímel da Dior que promete pestanas como eu gosto - muito volume, por favor -, o batôn da clinique que só de olhar dá vontade de comprar e as paletes de sombras da Clarins (também ando de olho nas paletes da NARS).
Acho que vou deixar algumas coisas para o Pai Natal!!! Eu sei que ainda falta, mas o Vicente já começou a falar na lista dele e eu aproveito o lanço e começo também a minha :)

12 de setembro de 2017

A Inês vai à escola

A Inês fez 2 anos e, entretanto, setembro chegou. Por mais que se saiba que entrar na creche faz parte do crescimento e que há sempre um período de adaptação, custa sempre deixar um filho pela primeira vez no meio de desconhecidos. É verdade que eu já conheço a instituição, que conheço as pessoas. Sei que ela vai estar bem cuidada e vai ser acarinhada. Sei que tenho um relatório à minha espera assim que chego para a ir buscar, mas custa deixá-la. Olhar para aquela cara mega fofa e vê-la com olhar triste.....parte o meu coração. Tento não fazer disto um drama, mas é quase incontornável não sentir ansiedade e curiosidade para saber como se vai adaptar.
O dia chegou e lá fomos nós. Tudo calmo. Deixou vestir a bata, já não foi mau! Assim que entrámos no recinto da creche, foi pelo seu próprio pé. Estava a correr dentro do esperado. Assim que entrámos, tivemos que esperar por outra mãe que estava a falar com a educadora. Não era a educadora da Inês, mas a primeira educadora do Vicente. Uma pessoa que já conhecemos, que gostamos muito e que sabemos que vai receber a nossa filha da melhor maneira possível. Fiquei descansada. Mas a outra mãe que não parava de fazer o relatório completo do filho (este, que já devia estar na sala, porque ali não estava) ?!?! E agora usa estas fraldas, e ao almoço costuma ser assim, e a que horas dão o lanche para eu passar cá e deixar o leite x......não parava de falar! A Inês, sentada no banco da entrada, estava calma e parecia muito segura de si. Nós ali, mesmo ao lado, a pensar se aquela mãe tinha noção de que aquele dia era o primeiro e é sempre complicado para todos! 10 minutos depois ouve-se um bebé chorar numa das salas, e depois outro, e mais outro. A Inês começou a aproximar a mão dela da minha perna. Queria colo e começou com um choro baixinho. Reparei que a educadora queria tratar da entrada dela, mas também não queria mandar embora a outra mãe. Quando a Inês dá sinais, a educadora aproximou-se logo dela (e a outra mãe foi a falar, mas foi embora). Depois disto passaram segundos. Só deu tempo para dizer à Inês "Vais brincar com os meninos e antes do almoço a mãe vem-te buscar". Beijinhos e saída. Ficou a chorar.


Fiquei 2 horas a pensar como estaria. Só quando a fui buscar me disseram que ficou bem, sem choro.
No dia seguinte, a Inês ficou até ao almoço. Precisou de ajuda para a sopa (o normal) e não quis muita comida, nem a maçã.
Chega o terceiro dia e a Inês também fica a chorar. Desta vez ficou até ao lanche. O almoço já foi melhor, dormiu bem a sesta e ao lanche não comeu muito pão, mas bebeu o leite.
No dia seguinte foi o meu marido sozinho levá-la, uma vez que vai ser ele a deixá-la de manhã na creche. Ficou a chorar e quando a fui buscar estava bem. 
Último dia da semana e a Inês ficou.....sem chorar. Passou muito bem o dia.

Retomamos a segunda semana e tem ficado um bocadinho chorona, mas depois o feedback que temos é que fica bem e é um docinho. Espero que ela nunca mostre o seu lado mais malandro!!!!!
Aos pouquinhos ela vai percebendo que faz parte e que ninguém a está a abandonar.
Entretanto, o Vicente também vai começar a escola e as rotinas vão entrar finalmente nos eixos.

11 de setembro de 2017

Férias grandes

Finalmente, as férias grandes. Horários menos rígidos, praia e mais praia e, claro, família. Este ano rumámos novamente até Sesimbra, um sítio onde nos sentimos bem. Tivemos sorte de apanhar sempre dias de sol (mesmo quando em Lisboa chovia torrencialmente). 
Nestes dias fora de casa andamos mais descontraídos. Claro que este estado de espírito é sempre um bocadinho relativo, pois a Inês ainda requer muiiiiiita paciência nas horas de birra e de teimosia. Os miúdos gostam cada vez mais de água. O Vicente passava praticamente todo o tempo no mar e a Inês, apesar de muito medricas no primeiro dia, depois já só queria estar perto da água. As bolas de berlim não faltaram, sobretudo umas maravilhosas que por lá vendem (as light........ah ah ah ah). Na passeata da noite também há sempre um waffle, um crepe ou um churro. Tentámos ir equilibrando. Fez-se o que se pode...eh eh eh!
Ainda deu para fazer umas corridas com o meu marido, coisa que não acontecia há anos (vantagens de irmos com mais família), mas confesso que custava um bocadinho levantar da cama ligeiramente mais cedo! A sorte é que depois de sair e correr na marginal, compensava largamente.
Os dias foram tão simples e tão bons que passaram a voar. Regressámos de coração cheio!


9 de setembro de 2017

Até ao pôr do sol

Antes das férias grandes, apanhámos um de de praia espetacular. Confesso que houve alturas em que o calor até era insuportável. Mas lá nos fomos refrescando como pudemos, sobretudo com a água do mar (que no Norte é bem fresquinha, mas que me sabe tão bem). A Inês acabou por ir fazer a sesta a casa dos avós para estar mais salvaguardada das temperaturas tão altas.
Juntamente com uns amigos, fomos ficando na praia e acabámos por jantar por lá com os miúdos. Foi só ir buscar umas pizzas e toda a gente adorou. Dias destes são mesmo de aproveitar até ao último raio de sol. Não foi o caso, mas quase. E o que sabe bem quebrar a rotina de vez em quando, sobretudo a entrar já em modo de descanso.



17 de agosto de 2017

Styling - férias grandes

Começo aos poucos a preparar as malas para as férias em família. E, no que diz respeito à minha parte, vou colocar peças simples e práticas. Naturalidade e simplicidade, é o que quero. O local para onde vamos não é pretensioso e é bem familiar. De dia vai ser praia e mais praia e de noite, onde já vai estar fresquinho, a habitual passeata após o jantar. 
Quero chinelo no pé e vestidos confortáveis para a praia. Depois à noite, um aconchego para cima para não ter frio.
Para quem também ainda vai férias e quer este espírito, deixo duas sugestões (dia e noite) que eu própria vou seguir. Algumas peças são dos saldos e ainda com tamanhos disponíveis.
Boas férias!


Estilo tropical
  


Estilo náutico

16 de agosto de 2017

Um almoço a dois para repor energias

As férias estão quase a chegar e não vemos a hora de encher o carro com as malas e passar uns dias fora dos sítios habituais. Mas nos entretantos, aproveitámos o feriado e a disponibilidade de avós e tio para cuidar dos miúdos para irmos os dois almoçar. Uau, uma refeição sem filhos...estava mesmo a precisar.
Quem me segue já sabe que sou a favor de momentos a dois, sem filhos. Faz bem ao casal e aos filhos, sobretudo quando ficam no mimo dos avós e do tio que os adora. Por isso, nem me vou alongar mais. Este post é para vos falar do local que escolhemos para almoçar. Não conhecia e fiquei muito agradada.
Apetecia-me um restaurante italiano e nem de propósito, uns dias atrás, em conversa entre amigos, alguém falou no Ciao Bella, na Praia da Aguda (Vila Nova de Gaia). Decidimos ir investigar. A praia é muito cosy, com barquinhos de pesca e um mini farol. É tudo muito acolhedor e fiquei surpreendida com o número de pequenas casinhas graciosamente recuperadas. Comecei logo a pensar que era um ótimo local para casa de fins de semana / mini-férias. Por ruas muito estreitas e sempre com sabor a maresia, fomos dar a um pequeno largo (junto aos Bombeiros), com o mercado do peixe, uma frutaria, confeitarias e restaurantes.
O almoço foi muito agradável. O restaurante não é grande, mas é muito acolhedor e tem esplanada quase em cima da areia. A decoração é virada para o mar e a praia. A pizza e a massa estavam boas...e nem conseguimos ir para as sobremesas.
Ao sair, ainda passámos na confeitaria Rei dos Croissants. O nome era tão sugestivo que fomos ver pelos nossos próprios olhos. Os croissants tinham bom aspeto, mas as bolas de berlim fizeram as nossas delícias. Trouxemos os dois. Fiquei-me pela bola de berlim e adorei. Muito boa (mas ainda nenhuma bateu as de Sesimbra).
E assim ficámos com baterias para os poucos dias que faltam até entrarmos em modo de sreensaver.

As fotos possíveis!!!!!!

11 de agosto de 2017

A uma semana......and counting!

A uma semana das tão esperadas férias grandes, apesar de neste momento, os dias que ainda faltam soarem a eternidades. Estou mesmo no limiar!!!!!  As nossas mini-férias de abril parece que já foram o ano passado. Já vi colegas irem e regressarem de férias duas vezes. Acho que no próximo ano tenho que analisar a distribuição das férias de outra forma (como é possível eu já estar a fazer planos para o próximo ano e ainda nem tirei as férias deste.......acho que isto é claro um sinal de que estou mesmo a precisar de umas semanas de descanso).
E enquanto não chegam os dias de biquini e chinelo no pé, vamos aproveitando a praias próximas de casa. É certo que tem estado vento, mas nada que uma família do Norte não aguente de para-vento e guarda-sol (onde se está muito bem, por sinal).
Dizem que este fim de semana vai estar solarengo e com as temperaturas a subir.....por isso, é mesmo de aproveitar!

Fotos de outro fim de semana na praia. Tão bom!

2 de agosto de 2017

As férias dos miúdos

A Inês ainda não anda na creche, por isso, está sempre de férias. Já o Vicente, com a mudança para a nova escola, começou a ter as tão esperadas / temidas (depende do ponto de vista) férias grandes....de quase 3 meses.
A primeira opção é sempre: avós. Tem duas avós disponíveis e por isso não há muito em que pensar. Mas agora que me deparo com um filho em casa tanto tempo, percebo que é muito bom estar com as avós, mas também é bom para ele experimentar sítios novos, experiências diferentes e estar com miúdos da idade dele.
Comecei a pesquisar campos de férias perto de casa. Mas para 5 anos posso dizer que não é tarefa fácil. É praticamente tudo a partir dos 6 ou 9 anos. Encontrei uns workshops muito engraçados, mas por falta de participantes não se realizaram.
Entretanto, vi as férias no Zoo da Maia e decidi perguntar se não aceitavam crianças com 5 anos (já que o limite mínimo, mais uma vez, era 6 anos). Como o Vicente é autónomo, o Zoo aceitou a sua inscrição e ele esteve lá uma semana, de manhã até ao final da tarde. Andou de cavalo, deu comida aos animais, teve ateliers de pintura, plasticina e muitas outras atividades. Foi sozinho, sem conhecer ninguém, sempre super entusiasmado. No final, o balanço é positivo, mas reparei que não haver muitos miúdos da idade dele, levaram-no a dizer uma ou outra vez que aquilo "era uma treta" (não sei onde raio foi ouvir esta expressão). Mas vinha sempre feliz e MUITO cansado. Estas experiências também lhe fazem bem, a vários níveis.
Agora vai continuar em casa das avós, alternando nos dias. Tem legos para montar, uma estufa de morangos para plantar e ainda lhe comprei um livro de atividades (do género deste) para ir alternando com as outras coisas.
Sempre que é possível, anda na rua. A jogar à bola, a brincar ao macaquinho chinês, a passear com as avós, a tirar fotos aos gatos, qualquer coisa serve para passar tempo ao ar livre. Quando o primo está por casa também brincam os dois juntos e é uma alegria.
Para o ano não quero que o Vicente tenha as férias escolares completamente preenchidas com outras atividades, pois acho que estar com os avós e, às vezes, não ter nada para fazer, também fazem parte do crescimento e são momentos muito importantes. No entanto, vou ter que procurar uma a duas atividades para ele não estar sempre no mesmo sítio, a fazer as mesmas coisas, com as mesmas pessoas....e TANTO tempo!
Por aí, também há mães na mesma situação? Que soluções encontraram!?


1 de agosto de 2017

Poupado, Saudável ou apenas...Criança?

Para as férias de verão do Vicente, tenho tentado proporcionar-lhe novas experiências. Não tem sido fácil (mas isto é tema para outro post), pelo que tem passado a maior parte do tempo com os avós. Mesmo saindo para passear, passa muito tempo em casa. Quando vi uma estufa de morangos achei que era uma forma diferente de passar tantas horas em casa. 
Ele achou logo piada. Está sempre a pedir-me para fazermos uma horta em casa (e eu acho uma excelente ideia, também já pensei nisso imensas vezes, mas ainda não coloquei mãos à obra). Desta vez o entusiasmo foi tanto que me disse muito rapidamente:
"Podemos plantar tomates, cenouras........e batatas. Assim não precisamos de comprar batatas. Podemos semear tudo o que precisamos para comer e depois já não precisamos mais ir ao supermercado. Não era fixe?! Pegamos num ancinho, alisamos a terra, fazemos um buraquinho, colocamos a semente, alisamos a terra, regamos e as coisas nascem. Que fixe, não achas?!"
Eu disse logo que sim, que era uma ótima ideia. Prometi estudar o caso para começarmos, aos pouquinhos, a semear legumes e ervas aromáticas no nosso jardim.
E o Vicente continuou:
"Mãe, se não formos ao supermercado comprar as coisas que plantarmos em casa, já não gastamos dinheiro em comida."
E eu pensei em como o meu filho tem uma visão tão boa do seu planeta, tão sustentável!!!!
Mas o Vicente continuou:
"Mãe, tu já viste que fixe?! Não gastamos dinheiro em comida.......e assim vamos ter muiiiiito dinheiro para comprar brinquedos......!!!!!!"
Ahahahahaha, esperto, o miúdo. Isto porque sempre que ele pede brinquedos, eu digo que primeiro temos que comprar a comida e pagar as contas da casa....e só depois, se sobrar (eu digo-lhe quase sempre que nunca sobra...eheheheh), é que podemos comprar um brinquedo...e dos baratos!!!!!

21 de julho de 2017

Styling

Eu já sou fã n.º 1 de fatos de banho. Dou por mim a escolher sempre um fato de banho quando vou para a praia. Ou então, a procurar fatos de banho para comprar. Mas depois, no final do verão, confesso que não gosto de ver a minha barriguinha super hiper mega branca!!!!
Hoje em dia, há imensa oferta de biquinis e os que eu mais gosto estão naquelas marcas portuguesas que imensas bloggers exibem com muito orgulho. Não julgando a qualidade e o valor que esses biquinis têm, eu não consigo gastar muito neste tipo de peças. Assim sendo, tento procurar biquinis com algum apontamento que faça a diferença. Não é fácil, mas tenho reparado que há cada vez mais marcas a variar nos modelos. Não consegui imagens de todos os que realmente adoro, mas deixo aqui alguns biquinis com um "bocadinho mais" que o tradicional.


20 de julho de 2017

A consulta dos 2 anos e a miúda ainda chora

Eu sei que não devemos comparar irmãos e eu esforço-me ao máximo para não o fazer, sobretudo em frente a eles. Mas em algumas coisas é quase inevitável não comentar com o meu marido um ou outro aspeto em que o Vicente, com a idade da Inês, era bem diferente (não tendo necessariamente que ser melhor ou pior).
Relativamente às visitas ao pediatra, o Vicente deixou de chorar precisamente na consulta dos 2 anos. Que alívio, só de saber que já não íamos ter consultas com berrarias e caras vermelhas de tanto chorar.
A Inês é uma bem disposta, sempre pronta para o forrobodó, mas assim que ouvimos a nossa chamada para entrar, começou em prantos. Entrou no consultório a chorar, foi examinada a chorar......só parou com a sua veia melodramática quando já estávamos nas despedidas. Nesse momento, sentou-se na cadeira e começou a sua conversa com o pediatra. Já podíamos ficar ali horas, que ela não se importava.
Lágrimas e ranho à parte, está tudo ótimo. Está com um bom desenvolvimento, a fala vai-se percebendo mas não há razão para preocupações, cresceu imenso......como disse, e bem, o pediatra: "Tirando o mau feitio, está ótima".....ahahahahahah

E desta nossa visita ao pediatra, ficaram apenas registadas as fotos que o Vicente andou a tirar com o meu telemóvel!!!!!!!!!!!!!!!!!


18 de julho de 2017

Styling

Comprei estas calças vermelhas na Zara a um mega preço. São super frescas e leves e o propósito é usá-las ao fim de semana, naqueles programas mais caseiros e descontraídos. Mas agora estou um bocadinho indecisa com o que usar para cima. T-shirt? Camisa? Comprida? Curta?........vou esperar pelo próximo fim de semana para testar algumas hipóteses.....depois mostro no instagram ;)


17 de julho de 2017

Fins de semana de cansaço bom

Adoro estes fins de semana. Acabam comigo completamente KO, mas é um cansaço de algo que adorámos fazer. Normalmente, são fins de semana sem grandes programas planeados, em que andamos ao sabor do tempo, da paciência e do que é possível fazer. Com os miúdos há sempre mais exigência, mas é perfeitamente possível gozar dois dias a fazer coisas que gostamos e a ter algum descanso (esta parte é um pouco relativa....ehehehe).
Sábado apanhámos uma tarde de praia espetacular. Para podermos aproveitar ao máximo sem comprometer a rotina dos miúdos (menos exigente agora, mas sem descurar para não haver contratempos), aproveitámos a sesta da Inês para deixar o jantar bastante adiantado. Depois de umas horas bem passadas entre água e areia, foi só chegar a casa, tomar banho e, em 5 minutos, preparar o que faltava.
Já no domingo preferimos ficar por casa. Finalmente enchemos a piscina. Os miúdos adoram, claro! Eu e o meu marido decidimos preparar um lanche mais caprichado para nós e passámos mais um par de horas a saborear este fim de semana tão bom.
São coisas simples, sem grandes organizações, mas que nos deixam preparados para mais 5 dias de trabalho :) E já só começamos a querer pensar no próximo fim de semana....





15 de julho de 2017

Uma semana dedicada ao desporto

Como já vem sendo habitual, este ano juntei-me mais uma vez à minha equipa de andebol para uma semana de torneio. Apesar de nos intitularmos de veteranas (porque na verdade, se jogássemos em seniores levávamos uma abada de - quase - todas as equipas), somos ainda jovens, muito jovens. Mas já sabem que nisto do desporto de equipa, com 35 e 40 anos já parece que somos umas velhotas. 
Durante a semana passada, jogámos todos os dias. Tirando um dos jogos às 00:30, estávamos em campo às 21:00, o que para quem tem filhos e no dia seguinte trabalho, é uma hora que nem em má de todo. Com os dias a passar e os jogos a acumularem-se nas pernas, queixas de dores musculares não faltavam. Nódoas negras também já sabemos que aparecerem sempre, e quando damos conta, uma já não pode jogar mais porque o joelho não deixa, outra tem que ir ao fisioterapeuta a ver se não fica pior, havia ainda quem precisasse de spray para aguentar a dor. E é por isto que adoro esta equipa. Mesmo com dores, com muito cansaço e sabe-se lá onde arranjámos forças, estamos sempre ali, unidas, a dar tudo, com paixão e muito suor. Também nos divertimos imenso, que já não temos idade para pensar só na pressão dos jogos.
No final, o resultado: medalha de ouro, muitas histórias, muitos sorriso, muitas emoções. 
O mais importante desta semana foi perceber que se quisermos conseguimos conciliar a nossa vida profissional, familiar e desportiva. Claro que este tipo de situações só acontece uma vez por ano, mas aquele espírito que se vive dentro e fora de campo é impagável e muito necessário nestes dias em que só vivemos de rotinas e correrias.


14 de julho de 2017

2 anos de Inês

Ando mesmo atrasada com os posts, mas passo fases em que não me apetece escrever. Quem me segue no instagram consegue andar mais atualizado!
Faz uma semana que a Inês completou 2 anos. Esta miúda veio-nos ensinar que não há dois filhos iguais, não mesmo!!!! O que ela tem de fofa (e acreditem que é muito), tem de traquina (já estão a ver o nível de traquinice). Tem uma boa relação com o irmão. Tanto gosta de o abraçar, como de lhe tirar os brinquedos (acha que tudo é dela....."é meu, é meu"). Fala imenso, mas, com sorte, percebemos metade do que diz. Percebe tudo, tudinho, na perfeição. Faz um berreiro se as coisas não são como quer (vai berrar muito!!!). Dá muitos beijinhos e abraços e tem um sorriso contagiante. É assim , mais coisa menos coisa, a minha Inês.
No dia de anos, eu e o meu marido tirámos o dia de férias e passámos o dia a 4. Com direito a bolo e balão do Panda, a perdição da menina dos anos. E depois no fim de semana organizamos um pequeníssimo lanche com a família. Ando sem paciência para grandes festas. Talvez seja o cansaço a acusar e a necessidade de férias, que ainda estão longe!
Mas o importante é estarmos sempre juntos e celebrarmos o que de melhor a vida nos dá.


O bolo do dia de anos


O bolo da festa de anos


13 de julho de 2017

Mais um ano que acabou

Este post já vem um bocadinho atrasado. O Vicente já está de férias há duas semanas. Este ano foi de mudança para ele e posso dizer que correu muito bem. O meu miúdo frágil e tímido está a crescer. Sempre tive os melhores feedbacks da educadora e por isso fico imensamente orgulhosa. Muito responsável e educado. Afável e super curioso com tudo o que o rodeia. Para além destas características que tão bem conheço nele e que a educadora também registou ao longo de todos estes meses, foi muito bom vê-lo ir para a escola contente e sair de lá sempre com imensas histórias para contar. É um verdadeiro fala-barato.
Para o ano ainda continua no pré-escolar. Felizmente a educadora vai continuar com a mesma sala e isso também me deixa feliz. Para além de assim não haver mais uma mudança, noto que é uma pessoa que faz aquilo que gosta e isto também me dá outra segurança. 
Trouxemos todos os desenhos e trabalhos que o Vicente fez e ele adorou poder mostrar tudo aquilo que imaginou e colocou em papel.
Agora ando a tentar dar-lhe umas férias 'multidisciplinares', que é o mesmo que dizer que uns dias está com uma avó, outros dias com outra e ainda uma semana só com o avô para ele. Bem tento arranjar atividades, porque sei que ele adora explorar, porque 3 meses é muito tempo para só estar com os avós e porque também é bom ele se ambientar a outros contextos. Mas isto dá assunto para outro post.


12 de julho de 2017

Styling

Já é verão. O bom tempo já anda por aí. E muitas pessoas já foram/estão de férias.
Para mim, férias são sinónimo de praia. Não que faça 3 meses de pé na areia, mas pelo menos as férias grandes são por norma marcadas em sítios onde há praia. E nestes dias em que a rotina é passada maioritariamente no areal, gosto de vestir coisas práticas. Ultimamente tenho procurado fatos de banho e biquinis diferentes dos "normais", mas depois o resto é sempre o mesmo: chapéu de palha, havaianas e vestido simples e confortável.
Não há nada como descomplicar nestes dias e viver ao máximo!



 

20 de junho de 2017

Estes dias

Depois do flagelo que tem assombrado o nosso país tem sido difícil partilhar o que quer que seja nas redes sociais. A alegria de estar na praia com os meus filhos ou de me rir com mais uma gracinha deles parece uma afronta a quem viveu e ainda vive o drama dos incêndios, a quem perdeu tudo, a quem perdeu a vida....
Como é que se ultrapassa tantas imagens de sofrimento, de terror, tantos testemunhos de quem sobreviveu e de quem viu outros partirem e não voltar? Tantos rostos, tantos nomes..... Temos sido inundados com tudo isto em todo lado. É chocante!
Tenho adormecido atormentada com as imagens que vejo e com os pensamentos que devem passar por muitos de nós "e se fosse eu? e se fossem os meus filhos?". Parece que um vazio entrou em mim. Tornou a minha vida insignificante perante este cenário. Que impotência. Só nos resta ajudar quem sobreviveu, quem arrisca a sua vida a troco de nada. 
Aos poucos retomo a rotina normal, que no fundo nunca foi deixada, pois há filhos, família, trabalho e a vida tem mesmo que continuar.
Apesar do incêndio ter sido de origem natural, espero que de uma vez por todas alguém se preocupe com a nossa floresta. Mas que se preocupe a sério, de forma imparcial e tendo em conta que as pessoas estão em primeiro. 
Obrigada aos bombeiros. Obrigada mesmo. Pena só nos lembrarmos deles nestas situações. Mas eles estão todo o anos ao nosso serviço. Muitos deles em voluntariado. E quando se é voluntário faz-se de coração. Obrigada!


14 de junho de 2017

5 anos de Vicente

O Vicente fez 5 anos. Uma mão cheia, como lhe dizemos. Estava ansioso que chegasse o dia que até fez contagem decrescente. Pediu para ir ao parque, para fazer um piquenique, queria o nosso bolo de chocolate com a vela do Faísca (que usámos quando ele fez 2 anos) e muitos legos.
De manhã acordámos e quando chegou à sala tinha à sua espera uma bicicleta nova (de crescidos) com um mega balão do homem aranha a sobrevoá-la. Adorou! A bicicleta sem pedais em que ele anda já não é adequada para a idade e passámos ao nível seguinte. Na parte da manhã aproveitámos a praia, já que as temperaturas assim o pediam. E os miúdos nunca dizem que não!
E depois ainda soprou a vela do Faísca no parque, comemos o nosso bolo de chocolate e recebeu legos dos avós e de uma vizinha super querida, que de manhã soube que ele fazia anos e ao almoço tocou à campainha com um presente para ele (mais legos!!!!parece que adivinhava!!!!).
Foi um dia de passeio e de brincadeira. Mas agora ele continua ansioso......pela sua festa de anos, onde vai ter a família e alguns amigos para brincar. Ahhhh, e também quer receber muitos presentes!!!!!!! Legos!!!!!





6 de junho de 2017

Styling

No fim de semana passado comprei uma saia pela qual estou apaixonada (podem vê-la no meu instagram). Como não consigo deixar peças novas muito tempo com etiqueta, usei-a no domingo para um passeio a dois. É super fresca e confortável (mesmo com a ventania que estava no domingo não tive problemas com vôos inesperados) e dá para conjugar de diferentes maneiras. Para já usei de uma forma mais descontraída, mas já estou a pensar em trocar os acessórios e o calçado e dar-lhe outro toque.
A saia é da nova coleção da Zara, mas não a consigo encontrar no site. Fiz duas combinações com uma outra saia do género, que encontrei na Mango.
Acho que vamos ser muito amigas, sobretudo naqueles dias quentes de verão. E como eu sou branquelas, branquelas, a saia tapa-me quase toda a perna, pelo que dá para disfarçar um bocadinho o meu tom de lula (coisa mínima, ehehehe).


 

5 de junho de 2017

Tempo a dois

Desde que sou mãe, sempre defendi tempo a dois, sem filhos. Há uns meses que nos andávamos a esquecer destes momentos e agora, aos poucos, temos vindo a conquistá-los. Andamos de mês para mês, semana para semana a tentar marcar um fim de semana a dois. Ora por isto ou aquilo não o temos feito e então decidimos aproveitar alguns domingos para um almoço a dois e uma tarde de passeio. Não precisamos de ir longe. Aliás, costumamos ficar pelo Porto. A cidade tem crescido imenso e há sempre espaços novos a aparecer. 
Ontem, decidimos ir até Gaia e contemplar o Porto. Não me canso de olhar para aquele rio, as pontes, o casario. Apesar da ventania deu para aproveitar a vista, o sol e colocar muiiiita conversa em dia.




1 de junho de 2017

Styling

Adoro ver roupa, adoro comprar roupa, adoro conjugar peças.
Ao longo dos anos fui perdendo o meu espírito consumista e fiquei mais racional na hora de ir às compras. Comparar peças e preços têm-me ajudado a "comprar melhor". Também gosto da qualidade das peças, mas nem sempre as mais caras são as que vão durar mais ou ficar melhor. A minha regra é ver, comparar, experimentar. E depois, mediante o orçamento para esta parte das minhas despesas, vejo o que posso ou não adquirir. 

De vez em quando, uma ou outra amiga pede-me uma opinião e algumas sugestões para determinadas ocasiões e eu ADORO (ADORO, ADORO, ADORO!!!) construir vários looks, tendo em conta a sua personalidade e os seus gostos (isto ajuda muito). Não é de todo a minha área, nem sei se faço as escolhas mais acertadas. No entanto, na minha opinião, devemos vestir aquilo que nos assenta bem e que nos faz sentir bem, pois é meio caminho para arrasar. Atitude, é isto que eu acho que nos ajuda com os modelitos que usamos.

E como eu gosto muito de fazer conjuntos decidi que vou começar a publicar alguns looks que eu gosto, com peças que já vi e que estão na minha wishlist. Não sendo uma expert na área e sabendo que existem imennnnnnsos blogs que fazem este trabalho, se alguém quiser pedir opiniões também não me importo nada de as dar ;)



Não sei se conhecem este programa que utilizo, Primetag, mas passo a explicar. Já há imensas bloggers a utilizar, pois é possível ganhar dinheiro com ele. Como eu não estava a perceber como isto funcionava, questionei a equipa da Primetag. Deixo-vos aqui o que me responderam.
"Apenas os produtos que constam da nossa pesquisa conferem retorno [financeiro], porque são produtos disponibilizados pelas marcas diretamente e apenas esses estão dependentes das parcerias que temos estabelecidas. Quaisquer produtos adicionados manualmente não dependem do nosso controlo nem das nossas relações comerciais, logo não conferem retorno."
Segundo percebi, os artigos que conferem retorno andam à volta dos 0,10€ e 0,12€ por clique. E vai acumulando com os cliques que vai tendo. Quando é atingido o valor mínimo de 75€ é possível levantar o montante.

Como eu não vou ficar rica com isto (tenho 3,22€ das duas vezes que publiquei com este programa), adiciono os meus artigos manualmente (não tendo por isso nenhum retorno), pois assim quem vê a imagem pode clicar e ver todas as características das peças. Também consigo criar imagens mais bonitas do que aquelas que (de forma muito amadora) faço em word. 
Há uns tempos usei o Polyvore, que também é bom para estas coisas, mas não sei porquê está a dar-me erros com os artigos e então só vi esta solução (se tiverem conhecimento de outras aplicações podem dizer).

22 de maio de 2017

Summer is on

Ainda falta um bocadinho para o verão, ainda vai haver chuva, mas dias de calor são sempre bem-vindos e o melhor é aproveitar quando eles aparecem. Este fim de semana foi muito bem passado com os miúdos. Deu para comer porcarias (mas com vista para o mar, ok?), ir ver os rallys (programa para os homens da casa), aproveitar o nosso jardim e ainda dar um saltinho à praia para brincar na areia, apanhar sol (que a mim não pega por nada!!!!!!) e comer gelados.
Queremos mais dias assim :)


15 de maio de 2017

13 de maio de 2017

Ainda a tentar digerir todas as emoções deste fim de semana. Para mim, o ponto mais alto foi a visita do Papa. Este Papa tão próximo de nós, tão atento, tão simples. Acompanhei praticamente todos os momentos pela televisão e fiquei um pouco arrependida de não ter ido a Fátima. Houve momentos em que me arrepiei e emocionei com tudo o que ouvia e via. Nem quero imaginar se lá tivesse estado. Obrigada Papa Francisco por tudo aquilo que nos transmite.
E ainda com as emoções de Fátima ao rubro, fiquei colada ao ecrã para apoiar o Salvador, no Festival da Canção. Muita magia. Não só a música linda e tão singela, mas também a forma como via todas as pessoas a senti-la. A parte do "twelve points" foi delírio total em casa (mesmo já com os miúdos a dormir e o Vicente a ressonar ao nosso lado...eheheh).
No domingo quisemos um tempo a dois, que é tão preciso e andamos a descurar essa parte. Brunch, passeio pela cidade, descanso na relva e muita conversa (a maior parte dela sobre os nossos filhos queridos...ahahaha...impossível desligar a 100%).

Posso resumir este fim de semana de grandes emoções a uma só palavra: SIMPLICIDADE. Tão simples ser feliz e ao mesmo tempo parece que tão difícil alcançá-la. Vou levar este ensinamento dos últimos dias para o resto da vida. Ser simples. Aproveitar os momentos. Descomplicar. Viver.

8 de maio de 2017

Não é preciso muito para ser feliz

Todos os dias são dia das mães, porque não há segundo em que se possa desligar a 100% deste papel. O dia da Mãe vem apenas reforçar esta missão de amor que as mães têm nas suas mãos. Cada vez mais aprecio os momentos, e por isso este dia tinha que ser simples, com os meus filhos. 
Começámos com um acordar de beijinhos e as prendinhas dos miúdos. Como é engraçado perceber a forma como os nossos filhos nos vêem.
Depois saímos de casa para um belo pequeno almoço numa esplanada, pois não podíamos desperdiçar o maravilhoso dia de sol. Claro que uma mãe feliz passa muito por ver os filhos felizes, pelo que fomos com eles para o parque. Correram, subiram, desceram, viram os patinhos e a seguir almoço em família (que ao domingo já costuma ser rotina).
De tarde rumámos a um piquenique no parque. Para além do bom tempo, uma grande amiga fez anos (e também fez um bolo delicioso!) e tínhamos que comemorar. Mais brincadeira, mais corridas (mais um galo na cabeça da Inês!!!), mais flores para a mamã e muita felicidade estampada nos rostos dos miúdos.
Regressámos a casa completamente estourados. Todos, crianças e adultos. Banhos, jantar e cama. Deitar-me assim cansada e tão feliz faz de mim um mãe e uma filha muito agradecida.

Obrigada mãe por tudo o que me ensinas, por todo o apoio que nunca falta. 
Obrigada filhos por todo o carinho que me dão, mesmo quando fazem cara feia.

Não tenho muitas fotos, mas o dia ficou guardado no meu coração :)

21 de abril de 2017

Mini-férias no Algarve

Este ano decidimos fazer uma pausa nas férias da Páscoa e rumar em família até ao Algarve. Foram apenas 5 dias mas que valeram bem a pena.
Ao início estava um pouco de pé atrás. Com o Vicente não temos muitos stresses. Ele é obediente, calmo, já se entretém sozinho e é um bom conversador. Já com a Inês, as coisas não são más, mas também não costumam ser muito pacíficas. Faz birra quando as coisas não estão como quer, se tem sono fica mais irritada e tem mais horários rígidos que o irmão. Mas o problema não está do lado das crianças, mas sim do meu. Acho que as coisas têm que ser idílicas e demasiado perfeitas. Foi aqui que decidi que tinha que me obrigar a desligar todos os complicómetros da minha cabeça. E o que aconteceu? Houve alguns momentos de birra e teimosia, mas correu tudo muito melhor do que inicialmente eu esperava.
A viagem do Porto ao Algarve é sempre demorada. Com dois filhos.....ainda mais. Conseguimos gerir bem as horas, os sonos e as horas de petiscar alguma coisa (íamos petiscando em vez de fazer "o" almoço normal) e apenas com 3 paragens correu tudo super bem. À vinda o mesmo!
Assim que chegámos ao hotel, percebemos que só podíamos passar uns dias excelentes. Ficámos no Vidamar Resort Hotel Algarve, onde tem todas as comodidades para férias com crianças. Quartos grandes, staff simpático e sempre atencioso (desde a receção às funcionárias da limpeza), piscina para crianças e piscina de água quente, a praia logo em frente, um cantinho do bebé com tudo o que uma mãe precisa, kids club, sala de jogos, até o buffet de pequeno-almoço e jantar tinha sempre coisas pensadas para os mais pequenos......enfim, não seria pelo alojamento que as férias poderiam correr mal. 
Tivemos imensa sorte com o tempo. Temperaturas de verão (pelo menos para quem é do Norte...eheheh). E também ficámos hospedados nos dias menos movimentados, pois viemos na sexta-feira Santa, o dia em que o hotel devia estar com lotação esgotada.
Aproveitámos a praia e a piscina de água quente, que os miúdos adoraram. O Vicente é mais cuidadoso, mas a Inês um autêntico peixe, que só estava bem a atirar-se e a engolir pirolitos. E os nossos dias foram sempre assim, praia e piscina. Só ao almoço saímos do Hotel para almoçar (apostámos no Algarve Shopping - que fica a 10 minutos de carro - porque era o mais prático), pois achámos os preços dos restaurantes do Resort um bocado puxados para quem queria apenas petiscar. No regresso aproveitávamos para eles adormecerem e dormirem a sesta no quarto.
Voltámos mais frescos e com (algumas) energias recarregadas. Eu vim mais branca do que quando lá cheguei....eheheheh....mas comigo não há milagres! A Inês foi a única que ganhou um bocadinho de cor. Já o Vicente, branquelas como a mãe, ia sempre para a sombra porque não queria ficar moreno, dizia ele...ahahahah!
No final, estes dias só os quatro foram ótimos e só nos fazem bem. Mas agora já precisava de um fim de semana a dois, pode ser?!  :)




Melhor forma de fazer o caminho entre o hotel e a praia. Inês no carrinho bengala e Vicente de bicicleta. Ninguém reclamou que estava cansado!





30 de março de 2017

A rotina da noite

Os nossos finais de dia são sempre bem cheios. Há sempre imensas coisas para fazer e sinto que o tempo me corre pelas mãos. E, tal como o nome rotina indica, os finais de dia são sempre muito iguais. Assim que saio do trabalho, tenho como missão ir buscar o Vicente à escola. Quando dá para ele andar de bicicleta aproveitamos para passear perto de casa. Depois começa a preparação do jantar e uma ou outra arrumação rápida. Antes que o meu marido chegue com a Inês, dou banho ao Vicente e antes do jantar (que tento que comece às 19.30/19.45) há sempre uns minutos de brincadeira entre irmãos. Normalmente, o jantar é um momento silencioso, sorte a minha de ter dois bons garfos, mas também há umas traquinices pelo meio......Enquanto eu ou o meu marido deixamos a cozinha novamente apresentável, um de nós brinca com os miúdos, tentando sempre começar a reduzir barulhos e euforias. Subimos todos e começa a rotina de deitar. Para o Vicente, que já tomou banho, é lavar os dentes, fazer um jogo, ler uma história no quarto dos pais e depois....dormir. Para a Inês, lavar os dentes, um bom banho, vestir o pijama no quarto (já a meia luz), história e dormir. Como ainda dormem os dois no mesmo quarto, a Inês deita-se primeiro e só depois é que vai o Vicente.
E pronto, são 21.00 e a nossa casa está em silêncio absoluto. O Vicente agarrado ao seu Kiconico e a Inês agarrada ao seu 'penke" (panda). Adoro vê-los dormir e saber que estão bem. Eu aproveito e também me deito. Confesso que depois de um final de rotina mais relaxante, tudo o que menos me apetece é descer escadas e ir adiantar arrumações (como passar a ferro, por exemplo). Prefiro ficar pelo quarto a ler, a ver um pouco de tv e a percorrer as redes sociais. Acordo sempre mais cedo, o que me dá jeito para começar a preparar o dia e, não tão frequente como gostaria, ir dar umas corridas antes que todos acordem.
A rotina pode ser esgotante, mas eu acho que já não sei viver sem ela. Dá tranquilidade aos miúdos e nós já sabemos o que nos espera. E ao fim de semana ou em dias especiais, também nos desviamos um pouco ao habitual.


21 de março de 2017

Fim de semana a 4

No fim de semana que passou foi dia do meu aniversário e logo a seguir o dia do Pai. Como eram dois dias de comemorações, decidimos ir com os miúdos de viagem. Escolhemos a Serra da Estrela, antes que a neve derretesse. Reunimos os equipamentos da neve e lá fomos nós.
Andámos por várias cidades. Começámos em Aveiro para almoçar, Covilhã para lanchar e depois subimos à Torre. Mil e uma aventuras......primeiro para nos vestirmos todos no carro (basicamente era colocar calças e casacos da neve por cima da roupa que tínhamos), depois porque a Inês não foi muito à bola com a neve e ainda outros pequenos imprevistos que foram aparecendo. Lá montámos o boneco de neve e viemos embora. Dormimos no Fundão e no dia seguinte rumámos até à Guarda. Almoçámos e regressámos a casa. Muito exaustos, muito felizes.
Houve momentos mais cansativos, em que tudo parecia correr mal. A viagem também acaba por ser longa e os miúdos ficam um pouco impacientes. Mas lá fomos tentando contornar as coisas.
O telemóvel ficou desligado durante praticamente os dois dias, ou seria impossível aproveitar este tempo em família (felizmente, ainda recebo muitos telefonemas e sms's e não apenas publicações no facebook). Fomos munidos com cadernos e lápis para muitos desenhos, sobretudo na hora das refeições, em que temos que esperar que nos sirvam e há sempre mais momentos mortos (conseguir ter dois miúdos pequenos à mesa tanto tempo às vezes é dose).
O melhor do fim de semana foi ouvir o Vicente dizer: "Mamã, papá, este foi o dia mais feliz da minha vida!" e a Inês fazer-me festinhas numa das viagens, assim que eu disse que estava cansada e com dores de cabeça (parece que percebeu que eu estava mesmo a precisar de uma festinha). 
Não foi um fim de semana perfeito, mas tivemos tempo em família em doses elevadas e de qualidade, sem distrações e tarefas domésticas.


9 de março de 2017

Ser mãe também é...

...explicar ao Baby Boy para que serve a terapia da fala.
- "Mamã, a Mariana e o Rafael foram à terapia da fala. O que é isso?"
- "A terapia da fala é para ajudar os meninos a dizerem as palavras corretamente, para que as outras pessoas os compreendam."
- "Mas eu falo muito, mamã, porque é que também não vou?"-
- "Pois......tu falas pelos cotovelos........"
- "Eu sou o homem-falador....Vicente, o homem-falador" [risos]
- "Tens razão, aí está um bom nome para ti....." [risos]
- "Então [muito sério], porque é que eu não vou à terapia da fala?"

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fatos de banho na mira

Com este calor que decidiu aparecer já apetece pensar em verão e praia. Ainda falta, é certo, mas quando dermos conta já estamos a colocar o pé na areia. Eu, que preciso de renovar o meu stock de biquinis, já ando a dar uma olhadela ao que vai aparecendo, mas o que é certo é que só consigo ver fatos de banho à frente. Corro sérios riscos, pelo segundo ano consecutivo, de ficar com a barriga ainda mais branca!!!!!!!

Linha de cima - Shein / Women'secret / H&M
Linha de baixo - Primark / Women'secret / Primark

6 de março de 2017

A mãe perfeita

Mas afinal o que é ser perfeito?
Cada vez mais acho que este conceito não existe, sobretudo quando falamos de pessoas. Pode ser muito simpático, muito generoso, muito altruísta....mas ninguém é perfeito. E então no que toca à maternidade, esqueçam, não há perfeição possível. O que mais me custa ouvir é quando uma mãe critica a outra. Contra mim falo, que também não sou perfeita. Mas há palavras e frases que nos ferem. 
Há programas de amigos ou a dois em que eu não levo os meus filhos. Há festas de amigos (porque de família vão sempre comigo) em que opto por não levar a Inês, que ainda é mais pequena e tem os seus horários. E eu sei que a maior parte das pessoas não me compreende. Como é possível esta mãe deixar um dos filhos (ou os dois) no mimo dos avós, a fazer os seus horários, em vez de a meter no carro a fazer horas de viagem, ou a levá-la para restaurantes à hora da sesta ou a querer que ela esteja acordada até à meia-noite em casa de pessoas que não conhece?!?!?! Faço excepções? Faço! Mas para mim, excepção não é 1 ou 2 vezes por semana.....é só de vez em quando. 
Eu lá me vou habituando, a ver olhares de reprovação, a ouvir frases de alguma crítica.....mas o que até agora mais me custou ouvir, foi alguém dizer que por causa destas minhas opções, desta forma de eu ver a minha família, os meus filhos não fazem parte! Bolas, ouvir isto deixou-me mesmo triste, mais ainda porque foi dito por alguém de quem gosto muito. Eu posso falar frequentemente das desvantagens de ser mãe e de tudo o que engloba a maternidade, mas julgarem-me desta maneira deixou-me de rastos.Porque não há maior amor do que o de mãe. Para mim, não há!
E sim, eu vou continuar a ser imperfeita. Aliás, muito imperfeita.
Vou continuar a ir a festas sem os meus filhos. Vou querer ter momentos a dois (seja uma tarde ou um fim de semana....na loucura, uma semana). Vou deixar o Vicente invadir a minha cama a meio da noite. Vou deixar os meus filhos comerem porcarias (doseadas) ao fim de semana. Vou dar a última ronda aos dentes do Vicente e da Inês quando eles acabam de escová-los. Vou pegar na Inês ao colo sempre que ela chora e se encosta a mim. Vou deixar os meus filhos serem crianças e vou dar-lhes todo o meu amor (mesmo quando já não aguento ver legos e desenhos à frente).

Eu sou uma mãe imperfeita, mas se os meus filhos são felizes eu não me importo!


23 de fevereiro de 2017

Primark

Estava a pensar que título dar a esta publicação. Não queria usar o nome de uma marca (até porque não lucro nada com isso), mas é praticamente desta loja que vos queria falar, por isso não vou em rodeios e vamos lá analisar a Primark.
Ontem, no meu Instagram, publiquei duas fotos com uma calças que comprei na Primark. O motivo foi o valor que paguei por elas. 1 EURO (UM!!!!!). Se visse aquelas calças com o seu preço normal (que também não é nada de espetacular...14€) ou noutra loja de "gama superior", talvez não as trouxesse comigo, mas quando vi 2€ marcados na etiqueta apenas procurei o meu número, experimentei e comprei. Foi a loucura quando a senhora da caixa de pagamento passou o código de barras e apareceu no ecrã 1€!!!!!!! E sobre o que as marcas lucram com as peças quando elas entram em loja nem me vou alongar, pois isto dava pano para mangas.
Quando a Primark apareceu eu duvidei, e muito. Peças tão baratas e com modelos tão atuais seria de estranhar. Mas depois percebemos que as peças desta marca e de tantas outras vêm praticamente dos mesmos sítios. Vejo que marcas com peças mais caras também ganham borboto super rápido. Há excepções, claro. Há peças caras de outras lojas que têm bom corte, bons materiais, outro tipo de acabamentos. E esta qualidade também se paga. Mas acreditem que não é por ser caro que é bom. E às vezes as peças mais baratas fazem o mesmo efeito.
Eu fui passando na Primark, sempre de ar desconfiado. Fui comprando uma coisinha aqui e outra ali. Comecei a ver bloggers postar peças desta marca e decidi ir lá ver com os meus próprios olhos. E não é que algumas coisas valem mesmo a pena?! Não para tudo, mas para algumas coisas. Para os meus filhos costumo comprar os interiores (pijamas, cuecas, bodies) e algumas peças como pólos e vestidinhos básicos. Para a casa também costumam ter artigos de decoração super giros. Para mim compro meias, blusas básicas e vou vendo uma ou outra peça gira que acho que valem a pena. O meu marido é o único que ainda não consome desta loja, a não ser uma camisola que decidi comprar para ele experimentar e parece que está aprovada.
É certo que às vezes passo na loja e parece que não tem nada de jeito. Dada a dimensão, é preciso tempo, paciência e sorte.
Da última vez que lá fui, para além das calças de 1€, também trouxe calçado para os miúdos. Vamos experimentar, a ver se valem a pena. É a primeira vez que compro calçado para eles (já comprei uns botins para mim  e estão impecáveis, para além de confortáveis!!!). E quando chego a casa e vejo as peças que comprei parece que tive um dejá vu. Peças tão parecidas com outras que vejo noutras lojas, marcas e blogs. Ora vejam as imagens e digam se já não viram noutros sítios (se calhar as calças é mais difícil, mas na Mango há umas muiiiiito parecidas)!

Calças Primark - 1€
Sapatilhas Primark - 5€
Botas Primark - 6€



17 de fevereiro de 2017

Ser mãe também é...

...criar um filho cavalheiro. Um destes dias, ao sair de casa, o Vicente, de 4 anos (q-u-a-t-r-o a-n-o-s), segura na porta e diz "Passa mamã. Primeiro as senhoras". Ah ah ah ah.....muito me ri. E depois dei imensos beijos naquelas bochechas fofas :)

16 de fevereiro de 2017

Todos diferentes, todos iguais

Ensinar a dizer "obrigada", "se faz favor", "desculpe".....e outras palavras de boa educação, fazem parte daquilo que eu quero transmitir aos meus filhos. Mas a educação é muito mais que isso. Ensinar a ser generoso, honesto, a partilhar, a ajudar, a agradecer são outros princípios que eu lhes quero passar. Às vezes não é fácil, pois os miúdos não nascem ensinados e têm outra perspetiva das coisas.
O Vicente é um menino muito atento a tudo, muito sensível, super criativo e gosta de ajudar. Mas isto não acontece todos os dias, a toda a hora. Também tem os seus momentos de birra porque queria ir tomar banho mais tarde, fica triste porque queria ir andar de bicicleta à hora de jantar e não dá, quer ser o primeiro em tudo mesmo que faça a sua batota tão inocente, diz que vai dar brinquedos aos meninos que nada têm e depois diz que não pode porque gosta de brincar com todos....enfim, é um menino de bom coração mas ainda com muito para descobrir e aprender. Mas cada coisa a seu tempo.
Para lhe mostrar que o mundo tem muitas pessoas diferentes, mas que são igual a nós (ou seja, ensinar-lhe que somos todos iguais), usamos um boneco que lhe deram à nascença. O KicoNico, da Imaginarium. Este boneco não é perfeito (dá para perceber pelas orelhas, uma maior que a outra), mas é feliz e representa a bondade.
Ontem à noite, quando acabei de ler a história ao Vicente e ele pediu o KikoNico para o abraçar (e dormir com ele), disse-me: "Mamã, já viste que o KikoNico tem remendos e uma orelha maior que a outra? Ele é diferente, mas eu gosto muito dele. E também vou gostar das pessoas que são diferentes de mim.....vou gostar da senhora que tem o cabelo verde e do menino com um fato roxo..." (não faço a mínima ideia onde ele viu estas duas pessoas!!!!). E no meio deste raciocínio, eu sinto muito amor e carinho. Espero que ela veja sempre assim as pessoas, diferentes (mesmo que isso implique ter o cabelo verde), mas iguais.


KikoNico