27 de outubro de 2016

Ser mãe também é......

......ouvir explicações interessantes.
Baby Boy: oh mãe, eu não quero só um presente de Natal, quero mais. 
Eu: filho, o Pai Natal só consegue trazer um presente por menino. 
Baby Boy: mas mãe, eu vou escrever várias cartas ao Pai Natal verdadeiro. Eu vi-o quando deixou os presentes na nossa porta [o ano passado] e ele era mesmo verdadeiro. 
Eu: Pai Natal verdadeiro? Mas existe algum que não seja?
Baby Boy: sim, existe o Pai Natal invisível. 
Eu: mas se é invisível como é que tu o vês? 
Baby Boy: o Pai Natal invisível só anda no céu e só distribui presentes aos anjos. Eu vou escrever cartas ao Pai Natal verdadeiro, o que entrega presentes aos meninos da Terra.

E pronto, começa a loucura do Natal.

25 de outubro de 2016

Arrumar e destralhar

As mudanças de estação são sempre acompanhadas de uma arrumação aos roupeiros. No entanto, durante o ano também sinto necessidade de fazer vários destralhamentos em casa. Dá-me uma sensação de organização e de libertar-me de coisas que não são usadas ou já não servem.
No final há sempre imensas cruzetas que ficam a mais (e que podem ser ocupadas por peças novas que estejam em falta). Prefiro ter poucas coisas no roupeiro mas que sei que me assentam bem e que uso com frequência, do que muitas peças que já estão gastas, já não servem e que já não dou uso há uns bons meses (para não falar em anos). Mas como há sempre um vestido, uma blusa, umas calças ou outra peça que são de boa qualidade e, apesar de não usar tanto, não consigo oferecer, guardo numa caixa (aquelas de arrumação do IKEA), pois não sei quando voltarei a usar. Há peças que dão mesmo para reciclar uns anos mais tarde!
Depois organizo a roupa por tipo de peça e, se ainda tiver tempo e paciência, por cores. Fica tudo muito mais arejado e é muito mais fácil na hora de escolher e conjugar.

Quanto à roupa que fica de lado para oferecer, costumo dividir em dois montes. O monte de roupa que está em bom estado e que vai para associações ou lojas solidárias e o monte de roupa em mau estado, com peças muito gastas, rasgadas ou com buracos. Há uns anos atrás, esta roupa ia diretamente para o lixo, mas agora vão para um local onde vai ser retornada em alimentos para famílias desfavorecidas. No meu caso deixo as roupas em contentores da Sociedade de São Vicente de Paulo (são azuis e estão identificados com o logotipo da associação). Esta roupa estragada é entregue a uma empresa que faz a reciclagem da mesma e, por seu lado, doa alimentos no valor das peças que foram recebidas. Estes alimentos são depois distribuídos pela Sociedade São Vicente de Paulo a famílias carenciadas. É outro meio de ajudar quem precisa :)



24 de outubro de 2016

Festa surpresa

Cada vez mais gosto de celebrar, de reunir família, de convidar amigos. É sempre uma das resoluções do ano: mais convívios. Não sei porque não o faço mais vezes. A vida corre a uma velocidade louca, a semana sempre com rotinas, as ementas para ninguém passar fome em casa, as tarefas domésticas que nunca acabam......e de repente já estamos no fim de semana e só quero descansar. Com dois filhos ainda pequenos, o descanso nem sempre é sentar-me no sofá e não ter ninguém dependente. Quando dou conta já é segunda-feira outra vez!!!!!

O meu pai completou 60 anos e lembrei-me de organizar uma festa surpresa. Andávamos todos com segredinhos para não haver fugas de informação. Mentirinhas para aqui e para acolá e acho que foi uma boa surpresa. A minha mãe é que não é muito boa para estas coisas e quase desvendava tudo. Depois também nos esquecemos da chave na porta e o meu pai não a conseguia abrir.....enfim, isto de festas surpresa tem sempre umas aventuras pelo meio.
Para o bolo, pedi a uma amiga que me fizesse em pasta de açúcar 7 bonecos que simbolizavam os meus pais, os filhos e os netos. Ficou mesmo engraçado e deu outra vida ao singelo bolo de cenoura que lhe preparei.


17 de outubro de 2016

Manhãs

Aqui no blog tento partilhar experiências que vão acontecendo na minha vida e que possam servir de ideias para quem passa por aqui (no caso do meu blog, acho a palavra inspiração muito pretensiosa). De vez em quando também partilho algumas situações do dia-a-dia, mas acho sempre que estas são de menos interesse. Será? Com alguma falta de inspiração para partilhar coisas maravilhosas com vocês e dar dicas do que quer que seja, vou tentar escrever mais sobre os acontecimentos de uma família de quatro.
Hoje começo pelas manhãs. Uma coisa que aprendi ao longo destes anos, e sobretudo depois de ser mãe, é dar mais valor ao tempo. E logo pela manhã, ter tempo para não andar sempre a correr é fundamental para começar bem o dia.
Durante a semana (porque ao fim de semana só me levanto quando os miúdos acordam.....nunca depois das 9h00!!!!!!) gosto de ser a primeira a despertar. Aproveito para preparar lancheiras (Baby Boy e minha), preparar as roupas a vestir (quando não o faço no dia anterior antes de me deitar) e arranjar-me para ficar pronta a tratar dos miúdos. Os pequenos-almoços são tomados sem pressas, há tempo para uns minutos de brincadeira, fazem-se as tarefas de forma descansada e saímos de casa sem stress. Conversamos no caminho da escola e despedimo-nos calmante. Felizmente é isto que acontece na maior parte dos dias.
Hoje não foi assim. Talvez porque a noite da Baby Girl foi com alguns despertares noturnos, quando o telemóvel tocou ninguém se levantou. No momento de ver as horas foi saltar da cama e fazer tudo em sprint. Pequeno almoço a grande velocidade (que só faz mal), muitas vezes ouviu-se "despacha-te que estamos atrasados", lancheiras preparadas com o mais fácil que havia à mão (potes de compal, pão fresco - que ainda houve tempo para uma corrida à padaria da esquina -, iogurtes líquidos, tostinhas, água e já está). Saída à pressa de casa e está a chover.......corridinhas e guarda-chuva, despedida rápida na escola e volta o dia ao normal. Apesar de tudo, o miúdo ficou a horas na escola :)