26 de novembro de 2014

Ser mãe também é...

...aperceber-me que o meu filho não é tecnologicamente evoluído (como a nossa sociedade espera de uma criança de 2 anos e meio!!!). Isto porque ele pega no meu iPod e coloca-o ao ouvido a pensar que é um telemóvel.
A verdade é que hoje em dia as crianças parece que já nascem ensinadas a mexer em tudo o que telemóveis, computadores, iPads, televisões.... Lá em casa tentamos reduzir ao máximo a utilização deste tipo de aparelhos. Umas vezes é inevitável e neste momento a televisão é talvez o que ocupa o primeiro lugar, com destaque para os desenhos animados. Não somos contra nem a favor, apenas queremos encontrar um equilíbrio saudável com todas as tecnologias que hoje em dia é possível ter.

21 de novembro de 2014

Carta ao Pai Natal ♥ O melhor do meu dia

O Baby Boy nunca foi miúdo de pedinchar coisas quando vamos às compras. Gosta de observar, mexer, mas pedir não. Sempre que vamos ao shopping já sei que há paragem obrigatória no ToysRus. Ele conhece a planta daquela loja quase de olhos fechados. Passa nos legos, vê o pirata gigante da Palymobil, mexe na mesa de matraquilhos, coloca os carros elétricos a apitar e depois já sabe que é hora de sair.
Nos últimos dias, a vóvó já lhe disse que vão escrever uma carta ao Pai Natal. Ele diz sempre "quero caaaaaaaaaaarros". Só de ouvir isto até já me dá tonturas, tamanha é a quantidade de carros que ele tem. Novos, usados, estragados, ele gosta de todos.
Hoje de manhã, assim que acordou, começou a desbobinar episódios que se vão passando na escolinha. Educadora para aqui, festa de Natal para ali e, de repente, ouço uma vozinha "mamã, eu não quero prendinhas!". Eu nem sabia bem o que dizer ...."não queres? Porquê?"......."oh mamã....eu já tenho muiiiitos carros!!!".
E pronto, fica uma mãe desarmada. Apenas me lembrei de dizer "ai que rico menino que eu tenho". Mal ele sabe que já tem uma bicicleta sem pedais escondida no meu roupeiro, uma Selva Sobre Rodas gigante nos avós e ainda falta manifestarem-se muitas pessoas da família. Acho que a entrega solidária de brinquedos não vai ser só antes do Natal, mas também no pós-festas. 

20 de novembro de 2014

Pijama party

Hoje é Dia Nacional do Pijama. Em muitas escolas por esse país fora, as crianças mais pequenas andam todo o dia de pijama. O Baby Boy, pela primeira vez, também fez parte deste gesto solidário. É importante ele perceber que para além do dia diferente, a casinha com moedas que levou é um contributo para ajudar outras crianças. Pena ter ficado a chorar baba e ranho (com um ligeiro vómito à mistura) quando o deixei. Nem as meias-calça dos carros (porque os pijamas dele ainda não são muito quentes) o alegravam. Aliás, só me dizia "estes carros são meus e eu não quero que ninguém veja". Manhãs difíceis estas.......nem sempre fáceis de gerir, mesmo com o avô a dizer que ele ia ter uma festa do pijama!
Pijama Zara
Meias H&M

18 de novembro de 2014

A magia de ser mãe

Para mim a maternidade é uma palavra complexa e ao mesmo tempo pode definir-se numa só palavra, o Amor. Mas também começo a sentir que a maternidade é pura magia. Há coisas que acontecem sem perceber muito bem como nem porquê.
Vivo preocupações, medos, ansiedades e dúvidas. As doenças do Baby Boy (aquelas frequentes, como tosses, ranhos, vómitos, aftas) deixam-me em baixo, deprimida, com um vazio enorme. As birras que agora começam em força, os terrores noturnos, os pesadelos fazem-me sentir impotente, frustrada, perdida. Estes momentos que fazem parte do crescimento dele estão dentro da normalidade mas criam confusão na nossa rotina familiar.
E depois, aparece uma varinha mágica, uns pózinhos de perlimpimpim, um sorriso, um abraço, uma palavra que transformam todas as coisas menos boas em momentos fantásticos. A sensação é incrível e as noites mal dormidas, a paciência esgotada naquele final de tarde chuvoso, as temperaturas altas ficam para trás, quase como se não tivessem sido vividas por nós. Tento perceber como uma pessoa tão pequenina de tamanho já consegue provocar um misto de sensações tão diferentes e tão grandes. Como um simples gesto enche tanto o meu coração.
É assim que me sinto, como se estivesse no meio de um espetáculo de magia, bem no centro do palco. Não sei o que me espera, começo a ver as coisas acontecerem, desaparecerem, transformarem-se e, no final, acaba com os aplausos!
E o Amor, esse sentimento que supera tudo, é o que me vai guiando por este caminho que é a maternidade, com altos e baixos, curvas e contra curvas, mas acima de tudo com muita felicidade.


14 de novembro de 2014

Ser mãe também é...

...ouvir de um ser tão pequeno, a caminho dos 2 anos e meio, e já com ar tão autoritário: "não quero sopa", "não quero lavar a cabeça", "leva isso para a cozinha", "não quero este casaco"....só coisas queridas que esgotam a minha paciência (a pouca que ainda existe).
Mas depois também ouço frases como: "minha mamã fofinha", "desculpa mamã, foi sem querer", "com licença, vou passar por aqui" e a que mais me deixou embevecida "vou ter saudades tuas mamã" logo após lhe dar o beijinho de boa noite.

10 de novembro de 2014

As pinturas de nossa casa

A chuva e o frio vieram mesmo para ficar, o que quer dizer que as opções para programas no exterior são mais reduzidas. Já não me lembro há quanto tempo tenho umas tintas em casa para iniciar o Baby Boy nas pinturas com pincéis, mas seguramente há mais de meio ano. Os dias de sol não acabavam e nós queríamos aproveitar ao máximo os passeios ao ar livre. E com a chuva de sábado lembrei-me que pintar seria uma boa alternativa aos carros e aos desenhos animados. Ele adorou e tivemos alguns minutos de diversão (depois passou para "não ponhas tinta na boca......cuidado que a mãe não tem avental......deixa-me lavar-te as mãos antes de te sentares no sofá...."
No final ficaram umas telas diferentes para colocar em casa.
As tintas são Giotto (dermatologicamente testadas e laváveis) e vieram com umas esponjas. Os pincéis e o babeiro são IKEA. As telas comprei na loja Tiger.
Um programa giro e que pode dar origem a uns bonitos presentes de Natal para a família!







6 de novembro de 2014

Este frio, as luzes e o Natal

E de repente arrumo as sandálias e escolho as botas que vou calçar. Aquele tempo de verão que sentimos até finais de outubro soube bem, mas o outono também já fazia falta e estava ansiosa por estrear algumas peças mais quentes. Entrar em casa e sentir o conforto de uma sala aconchegante também é bom e, de manhã, aqueles minutos em que custa a levantar da cama já fazem parte da rotina.
As lojas começam a enfeitar-se com as decorações de Natal. E como eu gosto de olhar para as luzinhas!!! Transmitem-me alegria, tranquilidade, conforto, harmonia. Eu adoro o Natal e por isso não me importo nada de começar a ver o espírito natalício entrar nos nossos dias. Pode parecer cedo, é verdade, mas assim parece que se prolonga por mais semanas.
Este ano apetece-me um comboio debaixo da árvore, uns pijamas ao xadrez, guardanapos com azevinho e a casa a cheirar a doces saídos do forno. Este ano também espero fazer uma recolha de brinquedos com o Baby Boy (acho que ele tem mais carros do que uma loja da Toys'R'Us) e entregá-los numa instituição de solidariedade. Afinal de contas, a partilha e a solidariedade são muito importantes e também fazem parte da magia do Natal. E porque temos uma família e muitos amigos, o Natal é sempre passado com muita alegria, mas quero transmitir ao meu filho muito mais do que isso. Quero que ele perceba que ajudar, partilhar e ser solidário é simples e muito enriquecedor.

Imagens retiradas do Pinterest

3 de novembro de 2014

Da bondade das pessoas

Ontem estava sozinha com o Baby Boy no IKEA, quando ele começa a ficar irrequieto e me pede colo. Pensei logo "este miúdo está um mimado....só mimo". Ele insiste e diz que lhe dói a barriga e eu acabei por pegar nele. Minutos depois ele começa a tossir e despeja o pequeno-almoço por cima de mim. Coloquei-o no chão até ele acabar "o serviço", sempre a dizer-lhe "está tudo bem, não te preocupes, a mamã está aqui". Uma senhora passou e perguntou se precisava de ajuda. Pedi que avisasse algum funcionário. E a senhora lá foi. Segundos depois está uma rapariga a tirar lenços de papel para eu limpar o meu filho e ficou ali na zona, uma vez que estava à espera de alguém. As pessoas continuaram a passar e algumas diziam: "coitadinho", "pobre criança" "blhac", "xiiiiii"......mas de todos os que teceram esses comentários nem um parou e perguntou se estava tudo bem. Não estava à espera que toooooda a gente parasse e oferecesse ajuda, mas também me poupavam a estes comentários, como se fosse uma coisa tão negativa. Sim, estava a precisar de ajuda, mas não foi nenhum drama. Minutos depois, duas raparigas simpáticas deixaram-me ficar com os pacotes de toalhetes que tinham. Diziam elas "fique com todos, vai precisar". Quando reparei em mim.....bem.....nem sabia por onde começar a limpar. Foi da blusa às botas e nem a mala escapou. 
E depois de uns 10/15 minutos nestas tarefas de limpeza não apareceu ninguém da loja. A rapariga dos lenços que ainda andava por ali colocou um carrinho para ninguém pisar a poça e eu peguei no Baby Boy e fomos diretos para casa. Um belo banho, troca de roupa e ficamos impecáveis.
E isto fez-me pensar que, apesar da maior parte das pessoas que por ali passou ter praticamente ignorado a situação, ainda há pessoas bondosas, preocupadas e disponíveis para ajudar. A essas, mais uma vez, muito obrigada :)